25 DE ABRIL - 1ª PARTE
25 de Abril. Por mais que extremistas de ambos os lados tentem vender o
peixe podre de que o 25 de Abril foi o PREC, as nacionalizações, a
descolonização, etc. o 25 de Abril não foi nada disso. Foi, para além do
fim da guerra, a possibilidade de que os portugueses fossem donos do
seu próprio destino, como adultos. Com as ilusões, desilusões, ganhos,
cedências, dores e alegrias que isso naturalmente implica.
Por isso, os que não gostam do 25 de Abril, como o nosso PR, deviam meditar
nas razões porque ele aconteceu em vez de se darem ares institucionais,
todos os anos, e fazer um frete para a televisão. Marcelo Caetano, no
Carmo, teve o aprumo de exigir sair pela mesma porta por onde havia
entrado. O nosso PR, na História, sairá pela porta pequena. Como mostra a
sua ficha na PIDE, este é um homem sem aprumo que não merece outra
coisa e não terá outra coisa.
E os outros, os do outro lado, aqueles
que acham que governos legitimamente eleitos «não representam a
sociedade» e acham que a democracia é uma espécie de antecâmara para
preparar «o mundo perfeito que há-de vir», deviam deixar a política e
voltar-se para a religião. É o sítio adequado para esse tipo de
personalidades tão cheias de bons sentimentos.
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